3 de outubro de 2011

Nem tudo que queima



Eu queria poder escrever sobre coisas mais empolgantes.
Mas essa exaltação que faço da vida-que-pulsa e dos caminhos que se acham em meio às possibilidades, às vezes, cansa.
Às vezes me cansa, não sempre.


Tenho estado tão cansada do trabalho e tão pouco empolgada com as perspectivas futuras que não me sobra muito tempo pra buscar o novo, perspectivas novas.
Se bem que ficar pulando de galho em galho, de novo em novo, é um mero exercício de excitação pra quando a vida se encontra morna e e eu sem recheio de mim mesma.
(vazia, portanto)
Buscar o novo, então, às vezes, também é ilusão.
Às vezes, mas não sempre.


No fim das conta, estou por aí: tentando identificar fagulhas de fogo no chão. 
Mas também permaneço bem atenta aos sinais de fumaça.


Onde há fumaça, há fogo: - dizem.
Mas nem tudo que queima, aquece: - isso eu aprendi.





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